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A guerra Irã - Iraque - Resumo para aprender em cinco minutos

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O fundamentalismo islâmico, contrário a todas as formas de influência ocidental, alarmou seus vizinhos, principalmente o presidente do Iraque, Saddam Hussein, muçulmano de seita sunita, que se aproveitou da conturbação revolucionária para declarar guerra ao Irã em setembro de 1980.

Alegando que a presença iraniana em Chatt-el-Arab era ilegal, Hussein visava, além dos ganhos territoriais, conquistar a chefia moral do mundo árabe, depois de excluir a indesejável presença dos xiitas do Ocidente Médio. Ao iniciar a guerra no golfo, o objetivo do Iraque era obter uma rápida vitória militar que, provocando um clima de descontentamento no Irã em relação ao regime de Khamenei, levaria à sua substituição por outro governo capaz de negociar um acordo sobre as fronteiras.




Acreditando que, pelo rompimento com os Estados Unidos, os equipamentos bélicos iranianos estivessem desmantelados, Bagdá ordenou que as posições inimigas fossem isoladas com blindados nas áreas reivindicadas e que se assustasse a população civil com bombardeios aéreos sobre Teerã.

No entanto, a população xiita uniu-se em torno de seu governo. Os iranianos mostraram um esforço fanático na luta, recrutando inclusive adolescentes, o que lhes permitiu retomar as posições ocupadas e invadir o Iraque em 1982.
Guerra Iraque - Irã
Presidente do Irã Ali Khamenei durante a guerra Irã - Iraque.
(Fonte: Wikimédia)

A partir de então, a guerra Irã- Iraque alastrou-se no golfo Pérsico, com ataques a navios petroleiros e alvos civis de ambos os lados.

A guerra Irá - Iraque comprometeu gravemente as exportações de petróleo, principal fonte de divisas do Irã. Além disso, o bombardeio com mísseis realizado pelo Iraque sobre os centros urbanos do Irá destruíram boa parte do parque industrial do país e abalaram o moral de sua população. A pressão sobre o governo em Teerã tornou-se tão grande que ele finalmente concordou com um cessar-fogo, que há anos vinha rejeitando.

Depois de intensos esforços, mediados pelo secretário-geral das Nações Unidas, o Irã aceitou, em julho de 1988, a imediata suspensão das hostilidades, a retirada das tropas até fronteiras internacionalmente reconhecidas, o intercâmbio de prisioneiros e o início das negociações de paz.

Um balanço dos oito anos da guerra Irã - Iraque, em que o Iraque recorreu até a armas químicas, mostra que houve 500.000 mortos e 1 milhão de pessoas ficaram feridas ou mutiladas. 

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