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Uso dos porquês de forma simples e descomplicada

São muitas pessoas que querem saber quando usar "por que", "por quê", "porque" e "porquê".  É uma dúvida corriqueira de muitos, matéria obrigatória de estudo para concursos e vestibulares. 


O uso de "por que"

Há basicamente dois casos em que usa "por que".  Num deles, pouco comum, temos a equivalência com as expressões "pelo/ a qual" , "pelos/as quais.

Exemplo:

- "São indescritíveis os caminhos por que (= pelos quais) tivemos de passar".

- "Nem sempre compreendem as ideias por que (= pelas quais) luto".

No outro caso, o uso do "por que" equivale a "por que razão", "por qual razão".

Exemplo:

- " Por que (= por que razão, por qual razão) no Brasil não se consegue criar uma sociedade mais justa?"

- "Faço questão de saber por que (= por que razão, por qual razão) você é tão áspero com ela".

Note que, no último exemplo, ocorre uma pergunta indireta ("Por que você é tão áspero com ela?"). Quer outro exemplo?
Acompanhe abaixo um trecho da bela canção de Carlos Lyra e Vinícius de Moraes:

"Coisa mais bonita é você, assim / justinho você eu juro. / Eu não sei POR QUE você / Você é mais bonita que a flor" - (Carlos Lyra e Vinícius de Moraes - Coisa mais linda)

"Eu não sei por que (por qual razão) / Você é mais bonita que a flor." Esse "por que " equivale a "por qual razão" . Sempre que for possível fazer essa troca, conversa encerrada: "por" para cá, "que" para lá. Separado. Nada de juntar.

Com acento ou sem acento?

Grafa-se "porque" ("junto") quando se introduz explicação ou causa do que se afirma:

- "Não vou porque estou doente."
- "Não voto nele porque seus projetos sociais são pífios."

Convém lembrar que não é a presença (ou a ausência) do ponto de interrogação o que decide se é "junto" ou "separado". Veja este caso: "Você não foi porque estava doente?". Não se pergunta por que a pessoa estava doente, mas, sim, se a doença foi o motivo, a causa da ausência dessa pessoa. É por isso que, mesmo com ponto de interrogação no fim da frase, esse "porque" é "junto".

E quando se coloca acentro em "por que" e "porque"?

No primeiro caso, basta que a oração termine ali. Veja este exemplo:

- "Ele não vai, e ninguém sabe por quê".

Esse "por quê" é "separado" porque equivale a "por qual razão" ("Ele não vai, e ninguém sabe por qual razão/ por que razão") e é acentuado pelas mesmas razões que você viu anteriormente. Também se grafa "por quê" quando há pausa em seguida (vírgula ou ponto e vírgula).
Exemplo:

- "Ninguém sabe por quê, mas ela insiste em viver com ele".

Para acentuar "porque" ("junto"), é preciso que essa palavra seja substantivo. Normalmente, "porquê" é sinônimo das palavras "motivo", "causa":

- "Ninguém entendeu o porquê (= o motivo, a causa) da demissão do ministro".
- "Ele não revelou o porquê (= o motivo, a causa) da renúncia".

Resumindo: quando equivale a "pelo/a qual", "pelos/as quais" ou a "por que razão", "por qual razão", grafa-se "por que" (com acento, se a oração terminar ali). Quando não, grafa-se "porque" (com acento, se for substantivo).

Cuidado com o ponto de interrogação

Nem sempre se usa "por que" em frases interrogativas ou "porque" em frases declarativas.  O que decide é a função da palavra. "Por que" equivale a "por qual razão" ou a "pelo /a qual", "pelos/ as quais". Para que se use a forma "por quê", é preciso que ocorra pausa (ponto final, vírgula, ponto e vírgula). Em orações que expressam causa ou explicação usa-se "porque". "Porquê", junto e com acento, como se diz, é sinônimo de "motivo", "razão".

Junto ou separado? 

Às vezes, é justamente a grafia ('junto" ou "separado") o que decide o sentido da frase:

1 -  Ninguém sabe por que ele não falou".
2 - Ninguém sabe porque ele não falou".

No primeiro caso, ninguém sabe por qual razão ele não falou, ou seja, desconhece-se o motivo de ele não ter falado. 
No segundo, muda tudo. O fato de ele não ter falado é o motivo de ninguém saber, isto é, as pessoas saberiam se ele tivesse falado, como ele não falou, continua sem saber.


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